quarta-feira, 16 de julho de 2014

Minha primeira vez em Cancun





Há quem ache Cancun o máximo, outros não veem tanta graça. Mas a verdade é que mesmo com a concorrência (leia-se Playa Del Carmen e Tulum), a cidade mais famosa da Península de Yucatán ainda possui admiradores fiéis, muitos deles daqui do Brasil.

Eu morria de vontade de viajar para o México e queria incluir essa região, especialmente pelo mar azul turquesa, pelos misteriosos cenotes e pelas ruínas maias. No entanto, Cancun nunca figurou sequer no meu top 05 de lugares para conhecer no Caribe (Aruba, St Barthelemy, Turks & Caicos, Barbados e Varadero-Cuba). Mas, ir a Tulum e a Chichen Itzá sem dar uma chance à cidade me pareceu um desprezo desnecessário.




Cerimônia de casamento em frente 
ao Presidente Intercontinental 

Então reservamos as últimas 5 noites para Cancun, o que foi ótimo. A cidade serviu de base para passeios a Chichen Itzá e Valladolid. Também conferimos a noite de lá com uma ida à famosa boate Coco Bongo, lotada de americanos e americanas nada tímidas rsrs.


Valladolid

Chichen Itzá

Coco Bongo

Nos dias de céu nublado nossa dica é o Mercado 28, que vende artigos típicos bem no Centro de Cancun. Eu encontrei algumas peças de cerâmica lindonas para comprar e trazer. E ainda conheci um pouco da mais da cidade, ao invés de ficar só no trecho hotel-praia-hotel.


Mercado 28

Mercado 28

Hooters Cancun do Shopping La Isla

À noite, além da Coco Bongo a gente esteve no Hard Rock Café e no Hooters (Shopping La Isla). Também jantamos hambúrguer no Johnny Rockets (Shopping La Isla) e tivemos um almoço/jantar no maravilhoso Puerto Madero.


Compras:
Quando estava pesquisando sobre Cancun, sempre havia algum post para ler sobre compras na cidade, sendo que nunca tinha sequer passado pela minha cabeça ficar entrando em lojas por lá (é, eu sou assim). 
Como não demos muita sorte com o tempo - sim, pegamos chuva!!! - e Cancun não é a Cidade do México, cheia de coisas para ver e fazer, foi inevitável passar pelo Shopping La Isla, que não é nada de tão maravilhoso, mas dá para curtir. Há lojas que as brasileiras amam como Zara, Pull&Bear, MAC, Marc By Marc Jacobs, Coach e Lacoste. Uma delas, que tem um estilo meio Forever 21 de ser com roupas mais juvenis, coisas bonitinhas e algumas peças de qualidade duvidosa é a californiana Shasa.
Sobre os preços, sinceramente não sei até que ponto são atraentes. De todas essas lojas eu fiz compras na Zara (2 calças para mim, 1 calça social com cinto para o meu marido, 1 perfume para minha sogra e 1 vestido mais arrumadinho para nossa sobrinha). As minhas peças estavam na promoção e eu paguei 20 dólares em cada. A do Edu estava com valor cheio e custou por volta de 50 dólares, o perfume foi uns 25 e a roupinha da Sofia custou 50 dólares. Ou seja, acho que pela qualidade e beleza das roupas pagamos barato, mas pechincha mesmo foram as minhas calças. E também levei uma legging da Pull & Bear e umas bijous da Shasa para mim e minha mãe.


Shopping La Isla





Passeios:
Chichen Itzá - Conhecer as pirâmides da cidade pré-hispânica maia era um dos momentos mais esperados de toda a viagem. Apesar de ser cansativo ficar ouvindo explicações o tempo todo, senti falta de ter um guia conosco para que pudéssemos entender melhor tudo aquilo que estava à nossa frente. Em Machu Picchu contamos com o serviço de um guia e valeu muito à pena. Aprendi coisas sobre os incas que guardo comigo até hoje. 
Fomos de ônibus da viação ADO, com tickets comprados da própria rodoviária da cidade, com um dia de antecedência. Prepare-se para enlouquecer com as fotos, pois a majestosa Pirâmide Kukulcán é realmente incrível.








Valladolid - Após visitar Chichen-Itzá, no retorno à Cancun, paramos em outra cidade de Yucatán, a pequena Valladolid. O destino é um refúgio perto das praias mais bacanas e das pirâmides. Ficamos cerca de 2 horas na cidade colonial e tiramos algumas fotos na Praça Principal (Francisco Cantón), que é bem colorida e simpática, com uma fonte bonita e diversos banquinhos bem diferentes.
Nessa praça fica um dos principais pontos de interesse: a Catedral de San Gervasio. Almoçamos uma comida típica maia ali pertinho, no El Mesón Del Marques, de frente para a Praça Principal.   
Outro cantinho de Valladolid que deu tempo de visitar foi o Parque de la Candelaria, que na verdade é uma praça relativamente pequena, mas super bonitinha em tons de vermelho (bem mexicana!), com uma fonte no centro, uma biblioteca pública e de frente para a Iglesia de La Candelaria.
Enfim, não vou dizer que eu suuuuper conheci Valladolid, mas pude ver um pouco de uma das cidades turísticas da região.
Uma pena que não deu tempo da gente ir a uma cidade mega famosa, com reputação de ser linda demais: a colonial Mérida. Mas, para esse destino não rola bate e volta. Teríamos que reservar uns dias para ficar por lá.  


Praça Principal (Francisco Cantón)

Catedral de San Gervasio

Detalhes da fonte bem mexicana 
na Praça Principal (Francisco Cantón)

Iglesia de La Candelaria

Parque de La Candelaria

Parque de La Candelaria


 El Mesón Del Marques

El Mesón Del Marques



Sobre Cancun:

Considerando uma nota de 1 a 5 para Cancun, eu daria 3,5. A cor do mar é tão linda que beira a perfeição, isso não dá para negar. A cidade conta com uma mega estrutura hoteleira e opções para todos os bolsos e estilos (mais baratos, mais caros, mais chiques, mais simples, mais românticos, pequenos, enormes, all inclusive…). Só acho que falta uma certa identidade, percepção intensificada depois de passar pela campeã Cidade do México.  

XOXO

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Hospedagem em Cancun - opção mais barata




No ano passado a gente assumiu responsabilidades financeiras "pesadas", porém necessárias. Então, a primeira coisa que combinamos foi a de que viajaríamos para um lugar mais barato. Ou seja, Europa nem pensar!!!
A ideia de não viajar estava fora de cogitação, afinal vivemos momentos muito, muito difíceis. E sermos privados do nosso maior prazer nessa vida seria demais para nós. Então, com o incentivo incondicional da minha mãe e irmã começamos a nos movimentar para pelo menos 15 dias de folga num lugar legal.
Como eu já disse antes, o México era um sonho super antigo e, pelas minhas pesquisas, em conta. Conseguimos passagens aéreas bem baratas e hotéis com tarifas infinitamente menores do que as de lugares como Trancoso ou Búzios.
Seguindo essa linha de viagem low cost, escolhi para a gente um hotel em Cancun bom, bonito e barato: o Beachscape Kin Ha. A verdade é que tinham outras 2 ou 3 opções nas quais eu estava de olho. Mas como a questão $$ estava num nível alto de importância, fiz as reservas nesse hotel torcendo para ser bacana.




Na minha avaliação no Trip Advisor eu coloquei os pontos positivos e negativos da nossa hospedagem. O que o Beachscape teve de pior para mim foi o confuso sistema de café da manhã. Cheguei ao salão pela primeira vez e fui informada que existiam 3 (isso mesmo, três!) tarifas diferentes de café: um mais farto, um intermediário e um mais simples - com nomes específicos.
Óbvio que eu não sabia de nada disso e na hora me disseram que nossas diárias incluíam o tal intermediário. Eu pensei: "bom, pelo menos não é o mais chinfrim". Só que quando fomos nos servir, o garçom nos orientou com um: "vocês devem escolher entre o omelete e o waffle, entre isso ou aquilo...", o que eu achei muito desagradável.
Na verdade, o que me aborreceu foi essa situação de ter que olhar para o garçom e perguntar a ele o que eu podia ou não colocar no meu prato. E olha que eu como super pouco no café da manhã. Resumo: foram 5 dias seguidos me servindo de waffle - que eu tinha certeza de que era 'permitido' - para evitar passar constrangimento.
De melhor, eu diria que o hotel tem a localização. Sinceramente, eu acho que o Beachscape deve estar em um dos melhores pontos da praia. Só para se ter uma ideia, há hotéis sem areia em frente (apenas um deck), outros contam com uma faixa minúscula, alguns ficam em trechos onde o mar é agitado... Ou seja, não é toda a extensão da praia que merece nota 10.
O Beachscape é pé na areia, tem uma faixa enorme em frente, as águas são calmas e de um azul lindo de morrer. Os quartos são grandes, sem luxo, mas confortáveis. Há um restaurante na praia, onde a gente pediu uns pratos até bem gostosinhos. Em frente ao hotel há um ponto de ônibus, o que facilita a locomoção, e outro aspecto bacana é que não fica tão distante de onde acontece o agito noturno.
O hotel é correto para aquilo que se propõe e tem boa relação custo-benefício. Achei uma opção interessante para famílias com filhos e grupos de amigos. Visualmente, o Beachscape parece um condomínio com edifícios de poucos andares. Os jardins e os restaurantes (do café e da praia) são bonitos.

É um lugar simpático e ótimo para quem deseja economizar, mas se o foco é um meio de hospedagem com instalações mais sofisticadas e românticas sugiro procurar outro hotel.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Minha primeira vez em Trancoso - BA










A primeira vez que eu ouvi falar de Trancoso tinha 16 anos. Na época meu pai tinha uma empresa de engenharia de telecomunicações que começou a entrar em crise. A área de atuação dele não estava num momento muito bom no Rio e ele decidiu que ainda não era hora de desistir e foi virar o jogo por outras bandas.

Na época meus pais ainda eram casados e a gente formava uma família feliz, sempre grudados. Então foi difícil passar quase um ano morando longe do meu pai, que eu só pude visitar uma vez na Bahia, mais especificamente, em Porto Seguro.

Nessa viagem ele falou sobre Arraial da Ajuda, que eu já conhecia bastante de nome – era moda entre os adolescentes de Niterói/Rio passar o carnaval lá – e sobre uma tal de Trancoso. Não tivemos tempo de ir até a vila nessa viagem de família, mas eu sempre fui curiosa com relação ao lugar, que mais tarde ganhou a mídia e se tornou reduto dos paulistanos endinheirados.

Quase duas décadas depois, no carnaval deste ano, finalmente bilhetamos por milhas da Tam nossas passagens rumo a Porto Seguro, de onde pegamos uma balsa para Arraial da Ajuda, e de lá seguimos de ônibus para o destino final: a linda e tranquila vila de Trancoso.





Foi uma viagem maravilhosa, principalmente para um casal que não é muito de agitação. A cidade estava cheia na medida certa, as praias são bonitas e com uma cor bem clarinha (nada de mar meio escuro como eu estava esperando). Há muitos restaurantes e pousadas bacanas. Mas o que eu mais gostei foi o Quadrado e sua igrejinha de São João Batista.

Imagino que para muita gente essa praça não tenha nada demais. Mas eu simplesmente amei aquelas casinhas coloridas, os restaurantes com mesas sob as árvores, a iluminação romântica à noite e o melhor: aquela igreja fofa no alto de uma falésia, com um mirante ao fundo.








Como nós costumamos fazer quando viajamos durante o carnaval, tiramos aqueles poucos dias para descansar, então não estivemos nas praias mais afastadas (Arraial, Caraíva, Espelho...). Logicamente não alugamos carro e ficamos por ali mesmo, fazendo tudo a pé.

Durante todo o feriado curtimos as praias dos Nativos, dos Coqueiros e de Rio Verde. A gente seguia em direção ao Quadrado e lá descia por um caminho à direita da Igreja. Passávamos por um mangue e em alguns minutos chegávamos à praia.

Hospedagem:
Minha ideia era reservar um quarto na Pousada Capim Santo, mas o preço inflacionado do feriado e as despesas com outras prioridades me fizeram desistir. Reservamos então a Pousada Raízes do Brasil (cerca de 1.000 reais mais barata do que a Capim Santo para o período), de um jovem casal mineiro simpático e prestativo.



A Raízes tem boa localização (perto do Quadrado), gostoso café da manhã, área externa agradável e receptividade gentil por parte do staff. Mas, se você procura um lugar que ofereça um melhor serviço, com instalações mais renovadas e confortáveis sugiro procurar outra pousada.


Restaurantes:
Um pouquinho chateada por não ter ficado na pousada que a gente sonhava há tempos, nos reservamos ao direito de ir jantar no Restaurante Capim Santo por duas noites. A comida é maravilhosa - além dos pratos principais, destaque para os pasteis de queijo coalho, os sucos e o brigadeiro de capim santo - e o preço é justo. O melhor de Trancoso, sem dúvidas!




Também estivemos no Restaurante El Gordo, da pousada de mesmo nome. A comida estava gostosa, as entradinhas era boas, o lugar é bonito, mas sinceramente, pratos individuais por cerca de 80 reais (o bacalhau, também individual e carro chefe da casa, passa dos 100) são para poucos. Sou pão dura com muitas coisas nessa vida, exceto com viagens e restaurantes, mas de verdade achei o preço muito alto.

Há grandes barracas servindo bebidas e comida baiana na praia. Seguindo dicas de colegas blogueiros almoçamos duas vezes na Barraca do Jonas (carne de sol e peixe frito) e uma vez na Cabana da Lúcia (peixe grelhado). Tudo muito gostoso nas duas opções. 



Outro lugar bacana onde comer foi uma creperia (sorry, não encontro o nome), inaugurada há pouco tempo e situada bem pertinho do Quadrado. Os crepes ali são preparados com uma farinha especial por uma francesa legítima (preço bom). Também fomos ao Silvana & Cia, mas só comemos petiscos por lá, então não tenho o que falar muito da comida em si. O serviço foi bom e o ambiente, com vista para a as casinhas coloridas e a Igreja, vale muito à pena.



Minhas impressões:
Ponto negativo: Os altos preços cobrados nas lojas e restaurantes. Prepare o bolso, pois nada lá sai barato! Até uma peça de artesanato, elaborada com garrafa pet, custava os olhos da cara.


Ponto positivo: Para quem deseja descanso e tranquilidade, Trancoso é o lugar certo. Boa comida também é outra característica da cidade. As praias são ótimas para banho e o visual no todo não decepciona em nada.