quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Bariloche - Onde comer

Tem um aspecto de qualquer viagem à Argentina que vale muito à pena e esse aspecto é a gastronomia. Especialmente para carnívoros assumidos, como o Dudu. E quando se aprecia vinhos então... É o país dos sonhos!

Esqueça toda crise, calotes (ou não calotes) e abutres, porque a parrilla argentina continua tão incrível como nos tempos de ouro do nosso vizinho latino. Até mesmo a pouca variedade de guarnições (purê de papas ou papas fritas, na maioria das vezes) é mero detalhe diante da melhor carne bovina do mundo.

Vinhos, vinhos e mais vinhos




Em Bariloche, dependendo do restaurante você vai encontrar um cardápio até bem variado, com opções que incluem iguarias tipicamente patagônicas, como trutas, carne de cervo e de javali. Há também muito fondue de queijo e pratos com hongos, o cogumelo daquela região.

Como fomos 4 (isso mesmo, QUATRO!) vezes ao restaurante de parrilla favorito do meu marido – e de uma certa forma meu também – além dos 3 dias sem almoço na estação de esqui e 1 dia sem almoço perdido numa consulta médica, temos pouca variedade de restaurantes para indicar (ou criticar rs).

De qualquer forma aí vão eles:

El Boliche de Alberto: A gente conheceu em 2006 e foi amor à primeira garfada. O churrasco é feito ali, na frente dos clientes. A gente pedia lomo (medalhão de filé mignon) ou bife de chorizo (contra-filé). Valem à pena também as empanadas fritas de jamón e queso e o flan con dulce de leche. Não sacamos n-a-d-a de vinhos, mas pedimos vários diferentes, todos made in Argentina, alguns da própria Patagônia. Fomos uma vez para o almoço e 3 para o jantar (abre às 20hs e 10 min antes já vai se formando uma fila na porta!!!).







El Boliche de Alberto Pastas: Também estivemos em 2006 e não achamos lá essas coisas. Mas resolvemos dar nova chance e foi uma surpresa. Estava lotado, servindo massas deliciosas. Amamos a lasanha.

Familia Weiss: Outro clássico que já conhecíamos e que na vez anterior tínhamos gostado muito. Este ano a comida estava bem mediana (truta defumada de entrada, espetinho de lomo e nhoque com molho de hongos) e o preço é mais salgado do que os 2 acima. Mas ainda assim valeu, pela beleza do salão e pela localização, de frente para o Lago Nahuel Huapi.

Linguini: Fica na movimentada Calle Mitre. É um simpático restaurante italiano, com bom atendimento. A massa em si não era ruim, mas eles colocam tão pouco molho em cima que fica meio seco. Não recomendo!

La Marmite: Outro favorito da brasileirada que lota as ruas (e lojas, e hotéis, e atrações turísticas...) da cidade. Também na Calle Mitre, fica numa casinha românica e aconchegante. Acho que 90% dos clientes estavam comendo fondue de queijo. Como a gente não gosta, pedimos truta com purê e carne de cordeiro. Ambos de sabor médio. Então, se você é fã de fondue, acho que vale, pois é o carro-chefe deles. Os demais pratos não estavam tão bons e mais caros que o esperado.



La Esquina: É uma boa opção para um almoço mais rápido ou um café/lanche à tarde. Como o nome entrega, fica numa esquina pertinho do Centro Cívico e da Mitre. É uma linda casa de madeira em que estivemos em 2006 e novamente agora. Comemos sanduíches, mas há pizzas, sopas, pratos com carne, etc. Preço camarada.



Milka: É uma lanchonete no Cerro Catedral, tem uma vaca estilizada dos chocolates Milka em frente. Vende combos muitos gostosos de cachorro-quente (super pancho) com refri e batata frita. Tem waffles, hambúrgueres, pizzas e um chocolate quente bem espesso e escuro que é tudo de bom.

Winter Garden Llao Llao Hotel: Depois vou fazer um post mais detalhado sobre ele, mas já adianto aqui que adoramos a experiência do chá da tarde, meio britânica, meio patagônica.



Cervecería Manush: Cervejaria artesanal super elogiada no Trip Advisor. Fica em frente ao nosso hotel e deixamos para ir lá em na última noite. Como era sábado, estava lotada, sem previsão de vagar uma mesa. Ficamos no balcão mesmo e pedimos cervejas super diferentes (destaque para a Honey Beer), experimentamos e fomos embora para conseguir jantar em algum lugar. É bem badaladinho, com gente bonita.

Cerveceria Antares: Outra cervejaria artesanal da cidade. Também lotada e assim como a Manush, um tanto fora do circuito turístico quando comparada aos demais restaurantes que eu citei. Tem bastante argentino, morador de Bariloche, vestido como quem acaba de sair do trabalho. O ambiente é bacana e as bebidas e a pizza bem gostosas.


As lojas de chocolates e de outras coisinhas mais:





Acho que todo mundo sabe que Bariloche leva ao céu os adoradores do chocolate. Tem barras, bombons com frutas, alfajores, tudo feito de maneira  mais artesanal. Em algumas lojas os doces são preparados na frente no cliente.

Mas nem só de chocolate vive o comércio gastronômico de Bariloche. Artesanatos e lembrancinhas dividem as prateleiras com vidros de geleias de frutas locais, compotas de doces de frutas, patês patagônicos, conservas, chás, chimichurri, doces de leite.

Sem exagero nenhum eu admito aqui que trouxe na mala mais de 10 vidrinhos e potinhos dessas coisas todas. Isso sem falar no que eu comprei para a família. Ainda não dei conta de experimentar tudo, mas o campeão até agora foi o chá preto com frutas vermelhas.

As lojas mais lindas na minha opinião são a Mamuschka e Rapa Nui. O melhor chocolate é o da Mamuschka. Na Del Turista vale experimentar as balas de frutas, ou bombones de frutas como eles chamam.

A Familia Weiss comercializa nas lojas e mercados da cidade seus diversos produtos defumados (truta, salmão, javali, queijos, cervo, chutney, conserva, patês). Há embalagens ótimas para quem está em hotel e quer levar para o quarto, com uma provinha de cada coisa. Bem legal!


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Bariloche: de volta 8 anos depois


O lindo (e lindo, e lindo…) Lago Nahuel Huapi

Vista do Cerro Campanario

Cerro Catedral

Nossa Senhora no Cerro Campanario

Se existem dois lugares que já tive a sorte de conhecer e dos quais nunca, nunca mesmo ouvi alguém falar mal esses são Bariloche, na Argentina e Cuzco, no Peru. Escuto e leio sempre comentários positivos e palavras de encantamento total. Claro que nenhum dos dois é perfeito em todos os quesitos, mas tenho que concordar que ambos são lindos de morrer e dão muita saudade na hora da despedida.

Esperamos 8 anos para poder voltar a Bariloche, destino escolhido para nossa lua de mel, em 2006. Nossa ideia era retornar em 2011, no nosso aniversário de 5 anos. Mas a vontade de desbravar novos caminhos é tão grande que acabamos adiando. Sem falar que só queríamos ir para lá na alta temporada (de junho a setembro), o que torna a cidade uma possibilidade para nós por apenas 4 meses no ano.

Esquibunda no Cerro Otto

Nuestra Señora de 
Nahuel Huapi


Esse ano, em meados de maio, batemos o martelo e optamos por voltar à essa cidade que tem muito significado para nós dois. Fechamos as passagens pelo próprio site da Argentinas Aerolineas (péssima companhia aérea!!!) e reservamos o hotel pelo Decolar.com.

Foram 8 noites ao todo, então deu para curtir bastante. Voltamos ao Cerro Otto e ao Cerro Campanário (meu favorito!). Para ir ao primeiro, há um posto de venda de ingresso e ônibus numa esquina da Calle Mitre. Ao segundo fomos por nossa conta, indo e voltando de ônibus regular e pagando os ingressos na hora. Acho bem mais prático e barato esses esquemas independentes do que comprar tours fechados nas agências locais.


Centro Cívico

Cerro Campanario: imperdível


O Cerro Otto é aquele do famoso teleférico de cabines fechadas de cor vermelha. Lá em cima há a Confeitaria Giratória e umas pistas onde as crianças descem no esquibunda. Já o Cerro Campanario na minha opinião é ainda mais especial, pela vista deslumbrante que se tem das montanhas nevadas e do Lago Nahuel Huapi.

Num dos 3 dias de chuva, aproveitamos para ir a uma atração inédita, o Museo do Chocolate Havanna, a algumas quadras do Centro Cívico. A visita guiada, com um copo de chocolate quente de cortesia, dura cerca de 30 minutos e é bem interessante. Não sei se foi porque a nossa guia era muito boa, ou se minha paixão por chocolate e sua história é grande, mas achei super bacana.

Cerro Catedral

Banco estilizado na Calle Mitre

Feirinha de artesanato: a portas fechadas para 
ninguém congelar


Outro ponto turístico bem legal, mas que pela distância acaba deixado de lado por muitos é a igrejinha de San Eduardo. Pequena, de madeira e muita fofa, fica lá no alto, então nem preciso dizer que a vista é um espetáculo. Fica ao lado do Llao Llao, então sugiro uma visita combinada aos dois lugares. A gente esteve no chá da tarde do hotel e na volta ao Centro de Bariloche paramos na igrejinha. 

Capilla San Eduardo

Capilla San Eduardo

O lendário Llao Llao Hotel


Vale guardar um tempinho também para conhecer a Iglesia Nuestra Señora del Nahuel Huapi, às margens do famoso lago. Em 2006 eu cheguei a assistir a uma missa por lá. Este ano me arrumei para ir à celebração em nossa última noite na cidade (tem missa sábados, às 19 horas), mas meu marido se hospitalizou então obviamente não tivemos como ir. Menos mal que estivemos dois dias antes na igreja pela manhã para tirar algumas fotos e rezar um pouco. Vai por mim, é uma lindeza só!


Frantom

Abuela Goye

Del Turista

Mamuschka: para mim o melhor chocolate de todos


O enorme Lago Nahuel Huapi é o responsável por tornar Bariloche ainda mais linda. Com aquelas montanhas cobertas de neve ao fundo merece uma visita de perto, então vale dar uma caminhada pelas margens, no trecho próximo a Iglesia Nuestra Señora del Nahuel Huapi.

O Centro Cívico, que eu já citei mais acima, é uma grande praça, com vista para o lago, cercada de edifícios de madeira bem típicos daquela região. É bonito durante o dia e à noite, por conta da iluminação. Foi no Centro Cívico que estavam rolando os shows da Fiesta Nacional de La Nieve, realizada nos dias que estávamos por lá. Ficava lotado e bem animado, apesar do frio cortante. 

Restaurantes, hotel, compras e o Cerro Catedral vão ficar para outros posts! :)

XOXO
  

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Minha primeira vez em Cancun





Há quem ache Cancun o máximo, outros não veem tanta graça. Mas a verdade é que mesmo com a concorrência (leia-se Playa Del Carmen e Tulum), a cidade mais famosa da Península de Yucatán ainda possui admiradores fiéis, muitos deles daqui do Brasil.

Eu morria de vontade de viajar para o México e queria incluir essa região, especialmente pelo mar azul turquesa, pelos misteriosos cenotes e pelas ruínas maias. No entanto, Cancun nunca figurou sequer no meu top 05 de lugares para conhecer no Caribe (Aruba, St Barthelemy, Turks & Caicos, Barbados e Varadero-Cuba). Mas, ir a Tulum e a Chichen Itzá sem dar uma chance à cidade me pareceu um desprezo desnecessário.




Cerimônia de casamento em frente 
ao Presidente Intercontinental 

Então reservamos as últimas 5 noites para Cancun, o que foi ótimo. A cidade serviu de base para passeios a Chichen Itzá e Valladolid. Também conferimos a noite de lá com uma ida à famosa boate Coco Bongo, lotada de americanos e americanas nada tímidas rsrs.


Valladolid

Chichen Itzá

Coco Bongo

Nos dias de céu nublado nossa dica é o Mercado 28, que vende artigos típicos bem no Centro de Cancun. Eu encontrei algumas peças de cerâmica lindonas para comprar e trazer. E ainda conheci um pouco da mais da cidade, ao invés de ficar só no trecho hotel-praia-hotel.


Mercado 28

Mercado 28

Hooters Cancun do Shopping La Isla

À noite, além da Coco Bongo a gente esteve no Hard Rock Café e no Hooters (Shopping La Isla). Também jantamos hambúrguer no Johnny Rockets (Shopping La Isla) e tivemos um almoço/jantar no maravilhoso Puerto Madero.


Compras:
Quando estava pesquisando sobre Cancun, sempre havia algum post para ler sobre compras na cidade, sendo que nunca tinha sequer passado pela minha cabeça ficar entrando em lojas por lá (é, eu sou assim). 
Como não demos muita sorte com o tempo - sim, pegamos chuva!!! - e Cancun não é a Cidade do México, cheia de coisas para ver e fazer, foi inevitável passar pelo Shopping La Isla, que não é nada de tão maravilhoso, mas dá para curtir. Há lojas que as brasileiras amam como Zara, Pull&Bear, MAC, Marc By Marc Jacobs, Coach e Lacoste. Uma delas, que tem um estilo meio Forever 21 de ser com roupas mais juvenis, coisas bonitinhas e algumas peças de qualidade duvidosa é a californiana Shasa.
Sobre os preços, sinceramente não sei até que ponto são atraentes. De todas essas lojas eu fiz compras na Zara (2 calças para mim, 1 calça social com cinto para o meu marido, 1 perfume para minha sogra e 1 vestido mais arrumadinho para nossa sobrinha). As minhas peças estavam na promoção e eu paguei 20 dólares em cada. A do Edu estava com valor cheio e custou por volta de 50 dólares, o perfume foi uns 25 e a roupinha da Sofia custou 50 dólares. Ou seja, acho que pela qualidade e beleza das roupas pagamos barato, mas pechincha mesmo foram as minhas calças. E também levei uma legging da Pull & Bear e umas bijous da Shasa para mim e minha mãe.


Shopping La Isla





Passeios:
Chichen Itzá - Conhecer as pirâmides da cidade pré-hispânica maia era um dos momentos mais esperados de toda a viagem. Apesar de ser cansativo ficar ouvindo explicações o tempo todo, senti falta de ter um guia conosco para que pudéssemos entender melhor tudo aquilo que estava à nossa frente. Em Machu Picchu contamos com o serviço de um guia e valeu muito à pena. Aprendi coisas sobre os incas que guardo comigo até hoje. 
Fomos de ônibus da viação ADO, com tickets comprados da própria rodoviária da cidade, com um dia de antecedência. Prepare-se para enlouquecer com as fotos, pois a majestosa Pirâmide Kukulcán é realmente incrível.








Valladolid - Após visitar Chichen-Itzá, no retorno à Cancun, paramos em outra cidade de Yucatán, a pequena Valladolid. O destino é um refúgio perto das praias mais bacanas e das pirâmides. Ficamos cerca de 2 horas na cidade colonial e tiramos algumas fotos na Praça Principal (Francisco Cantón), que é bem colorida e simpática, com uma fonte bonita e diversos banquinhos bem diferentes.
Nessa praça fica um dos principais pontos de interesse: a Catedral de San Gervasio. Almoçamos uma comida típica maia ali pertinho, no El Mesón Del Marques, de frente para a Praça Principal.   
Outro cantinho de Valladolid que deu tempo de visitar foi o Parque de la Candelaria, que na verdade é uma praça relativamente pequena, mas super bonitinha em tons de vermelho (bem mexicana!), com uma fonte no centro, uma biblioteca pública e de frente para a Iglesia de La Candelaria.
Enfim, não vou dizer que eu suuuuper conheci Valladolid, mas pude ver um pouco de uma das cidades turísticas da região.
Uma pena que não deu tempo da gente ir a uma cidade mega famosa, com reputação de ser linda demais: a colonial Mérida. Mas, para esse destino não rola bate e volta. Teríamos que reservar uns dias para ficar por lá.  


Praça Principal (Francisco Cantón)

Catedral de San Gervasio

Detalhes da fonte bem mexicana 
na Praça Principal (Francisco Cantón)

Iglesia de La Candelaria

Parque de La Candelaria

Parque de La Candelaria


 El Mesón Del Marques

El Mesón Del Marques



Sobre Cancun:

Considerando uma nota de 1 a 5 para Cancun, eu daria 3,5. A cor do mar é tão linda que beira a perfeição, isso não dá para negar. A cidade conta com uma mega estrutura hoteleira e opções para todos os bolsos e estilos (mais baratos, mais caros, mais chiques, mais simples, mais românticos, pequenos, enormes, all inclusive…). Só acho que falta uma certa identidade, percepção intensificada depois de passar pela campeã Cidade do México.  

XOXO