segunda-feira, 6 de abril de 2015

Cartagena







Cartagena do lado de fora da Old Town

Cartagena do lado de fora da Old Town


A gente demorou para ir à Colombia por puro e simples desinteresse mesmo. Achavávamos que as passagens estavam caras e que dava para investir a mesma grana num lugar que nos atraísse mais. Só que de uns tempos para cá eu passei a querer muito conhecer Cartagena e até comecei a ler O Amor nos Tempos do Cólera (obra de Gabriel Garcia Marquez ambientada na cidade).

É engraçado como isso acontece o tempo todo. Eu não nutria grandes planos de ir a Lisboa e hoje sou apaixonadíssima por Portugal. Tinha o pé atrás com São Paulo e agora vivo querendo voltar. E nunca me encantei muito pela ideia de viajar para o Canadá e atualmente o país ocupa meu top 10 de lugares para conhecer.






E foi com base nessa maluquice que é a mente da pessoa que vos escreve que combinei com meu marido lindo uma trip por Bogotá e Cartagena. Até pensamos em incluir San Andres, mas a previsão do tempo para o período era péssima e não quisemos arriscar. No lugar de San Andrés – vai lendo a loucura… - colocamos Cuba, mais precisamente Havana e Varadero.

Bem, voltando a Cartagena posso afirmar aqui que foi um dos lugares mais bacanas (e lindos, e fofos, e mágicos, e fotogênicos, e românticos…) que tive a bênção de visitar! Já na entrada da Cidade Murada, à primeira vista, eu gostei do que vi. Era início da madrugada e estava tudo iluminado por conta do Natal.





Como bem disse o Lonely PlanetCartagena de Indias é a “rainha da costa do Caribe, cidade de conto de fadas e romance…”.






O que fazer:

Passeio de Chiva: Achei que valeu a pena pois fazia um calor absurdo na cidade e tudo que não queríamos era caminhar sob o sol. Com a chiva passamos por diversos pontos importantes (Castillo de San Felipe, Bocagrande, Convento de La Popa, Monumento a Los Zapatos Viejos, mercado de artesanato) e aprendemos muitas coisas sobre a cultura local com o guia. 





Museo Del Oro: Nem se compara ao de Bogotá (que é maravilhoso!), mas é gratuito e não deixa de ser interessante.

Plaza Bolívar: Praça onde está o museu acima, o Palacio de la Inquisición e uma cafeteria Juan Valdez. É bem pequena e arborizada. No seu entorno há as icônicas vendedoras de frutas com roupas típicas e carrocinhas de arepas com queijo.



Plaza de La Aduana: Uma das mais bonitas, com arquitetura espanhola.



Plaza de San Pedro Claver: Acho que é a minha favorita. Ali está a Iglesia de San Pedro Claver e diversas esculturas de metal.



Plaza de La Paz e Plaza de Los Coches: Uma grudada à outra. É um ponto imperdível de Cartagena, onde está a Torre del Reloj e um dos portões de entrada-saída.





Parque Del Centenario: Saindo pelo portão da Torre del Reloj, você vai avistar esse parque, que é bem simpático. Do outro lado da rua está o Muelle de los Pegasos, num antigo porto da cidade e belo ponto para tirar umas fotos.





Getsemani: Bairro de Cartagena, que foi citado por Gabriel Garcia Marquez em seu livro. A gente esteve lá um dia à noite para jantar e conhecemos um pouquinho da pracinha e da Iglesia de la Trinidad. Fica do lado de fora do muro.    

    

Passeio a Playa Blanca: O mar tem aquela água limpinha e transparente. A areia é branca, estilo Caribe mesmo. Mas há muitos ambulantes que abordam o tempo todo e pouca estrutura. Fechamos o passeio na recepção do nosso hotel e incluía os transportes e um almoço, que apesar de bem simples estava gostoso (peixe frito, arroz de coco e patacón – banana frita).



Dia X Noite: Nós gostamos mais de Cartagena à noite. Claro que a Cidade Murada é bonita e rende fotos incríveis a qualquer hora. Mas durante o dia o fluxo de carros pelas ruelas estreitas atrapalha as caminhadas e as fotografias. Acho que devia ser proibido carros transitarem por ali, pelo menos em algumas ruas. À noite, o calor amenizava bastante e por ser Natal, estava tudo enfeitado e iluminado, com uma atmosfera meio mágica. Era um perfeito destino de lua-de-mel.

Passeio sobre o muro: Em alguns trechos é possível caminhar sobre a muralha que separa a parte histórica do restante da cidade. Quem gosta de fotografia vai se esbaldar! Há também os portões de entrada e saída e o visual para o mar.





Passeios de charrete: Acontecem à noite e vi muita gente fazendo. Parece legal, mas deixamos para a próxima.

Praça de Santo Domingo: Uma das mais animadas. Fica lotada principalmente de noite, quando muito gente se reune ali para beber ou beliscar alguma coisa. A igreja e a escultura de Botero enfeitam essa pracinha linda.





Resumindo…
De todas as cidades históricas que eu conheci, minha favorita ainda é Cuzco, mas com certeza Cartagena está no páreo por sua e arquitetura e atmosfera romântica. A Old Town é o que há de mais lindo e os restaurantes são muito bons. Há numerosos pequenos hotéis bem charmosos e ainda uma oferta ótima de hostels. Suas praças são o ponto alto e de uma forma ou de outra você vai conhecer todas elas numa simples caminhada pelo Centro Histórico. O mar que banha a cidade caribenha tem uma cor perfeita e um calçadão bom para dar uma corridinha básica. Eu adorei Cartagena e desejo muito um dia voltar! 

XOXO

segunda-feira, 16 de março de 2015

O Amor nos Tempos do Cólera



Nunca tinha lido o trabalho do genial Gabriel Garcia Marquez. Eu sei… uma vergonha considerando que estudei comunicação social e que leio e escrevo para sobreviver. Mas, às vésperas do último Natal, viajamos para a Colômbia e achei que seria o momento ideal para corrigir minha total falta de noção.

 O livro escolhido foi O Amor nos Tempos do Cólera, com história ambientada no Caribe colombiano, mais precisamente em Cartagena das Índias. Não foi uma leitura fácil, não devorei as páginas em poucos dias e não senti empatia ou simpatia pelos protagonistas Fermina Daza e Florentino Ariza.

 De todo modo reconheço que, mesmo sendo eu dona de um julgamento meio pobre sobre esse tipo de arte, o livro é realmente muito especial, com personagens, histórias e diálogos que só poderiam de fato terem saído de uma mente tão brilhante como a de um ganhador do Nobel.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Bogotá - Onde comer

Andrés D.C.


Em Bogotá o que não faltam são restaurantes ótimos que deixam a viagem à cidade ainda mais bacana. Antes de ir para a Colômbia eu quase nada sabia sobre a culinária local. E justamente por ter pouca informação sobre o assunto, tinha a percepção de que não era uma gastronomia expressiva como as da Itália, França, Peru, Portugal ou México.

Chegando lá, me deparei com diversas carrocinhas de rua vendendo belisquetes como umas bananas fritas, fatiadas fininhas. Também tem muito milho e arepas (massa a base de milho, algumas vezes recheada com queijo). Outro destaque é o arequipe, um doce de leite super gostoso.






E, obviamente, não posso deixar de falar do café, que juntamente com as esmeraldas, é o artigo que enche de orgulho os colombianos.  Eu até aprendi a gostar de chá, mas não curto café. No máximo um cappuccino. Mas trouxe vários pacotes para casa e outros para dar de presente.


Aí vão minhas dicas de restaurantes:

Juan Valdez: Cafeteria mega famosa, espalhada pela cidade. Tudo lá é gostoso e o café tem um cheiro muito bom.



Cafeteria do Museo Del Oro: Depois de conhecer um dos museus mais incríveis do mundo, vale dar uma passada básica na cafeteria. Segundo me disseram no local, eles servem um café gourmet (San Alberto) premiado como o melhor da Colômbia. 



Trattoria Nuraghe: Restaurante típico italiano. Minha dica é a massa com frutos do mar. Foi o meu favorito. Em La Candelaria.




Crepes & Waffles: O nome já entrega o cardápio. Tem várias sobremesas lindas. Filiais na Zona Rosa e em Usaquén.



Andres D.C.: O mais famoso da cidade. Bem animado, com música e decoração excêntrica. Cardápio enorme. O favorito do meu marido. Fomos 2 vezes. Na Zona Rosa.





Cebicheria La Mar: Filial peruana em Usaquén. Gostei mais do de Lima, mas acho que vale a pena.






El Corral: Hamburgueria no Centro Cultural Gabriel Garcia Marquez, em La Candelaria. Comida bem gostosa!



XOXO