sexta-feira, 26 de junho de 2015

Havana / Cuba - Onde comer

Cuba é um país famoso por diversas coisas. É tão singular que dá pra escrever uma longa listra de peculiaridades. Uma delas é a de que os cubanos não sabem cozinhar. Veja bem, eu passei 10 noites nessa ilha e realmente pude conferir que a gastronomia não é um ponto forte.

O famoso Daikiri

Coca-Cola em dezembro de 
2014 era artigo de luxo


Esqueça aqueles cafezinhos fofos e cheirosos a cada esquina, aquele quiosque vendendo pão de queijo, aquela doceria com vitrine lotada de brownies e cheesecakes. Encontrar belisquetes e comida boa não é tão simples...

Apesar do cenário não ser dos mais favoráveis, é possível encontrar um restaurante gostoso, com bons frutos do mar, ambiente charmoso, atendimento e localização ótimas. E só um detalhe: para comer bem em Havana, prepara-se para colocar a mão no bolso. Um restaurante bacana custa mais caro do que se espera.

Seguem minhas sugestões de onde comer em Havana:

El Patio: Fica na Plaza de La Catedral, com uma vista linda para a igreja. Tem atendimento atencioso e a comida estava bem gostosa.



Café El Escorial: Só bebemos drinks nesse café super simpático, concorrido e na linda Plaza Vieja. Recomendo o daikiri.



Paladar La Moneda Cubana: Paladar é o nome que se dá a restaurantes particulares (não pertencentes ao governo, como quase tudo em Havana). Amei por ficar no terraço de um prédio histórico, com vista incrível. O cardápio é no estilo bistrô, com poucas opções. É boa a comida e muito bem apresentada.




La Bodeguita Del Medio: Preparam o melhor mojito do mundo. Ali se bebe em pé mesmo, antes de seguir para outros pontos da cidade. Fica grudadinho na Plaza de La Catedral.




El Templete: Fica perto da Plaza de Armas, mas de frente para o Malecón. A comida estava gostosa. Nada excepcional. Mas é uma opção digna.



Térreo do Hotel Santa Isabel: Esse hotel fica de frente para a Plaza de Armas, um dos pontos mais lindões da cidade, na minha opinião. Creio que o café não pertença ao hotel, mas como não lembrei/encontrei o nome, essa foi minha maneira de localizar. É bem legal para beber um drink, tomar um café e ver o movimento dos turistas na praça.

Mediterráneo Restaurant: Fica no Hotel Iberostar, em Habana Vieja, que ocupa um lindo prédio histórico, de esquina. Cozinha internacional bem gostosinha.

La Piazza: Fica no Hotel Meliá Cohiba. Pizza é artigo difícil de encontrar em Havana. E esse restaurante serve também diversas massas deliciosas (nhoques, calzones, espaguetes...). Fomos 2 vezes no jantar e gostamos bastante. Ambiente informal e aconchegante, que tinha acabado de ser reformado.   




La Floridita: O salão é super agradável, com muita música e gente feliz. Adorei! E o daikiri de Hemingway vale cada centavo. 



domingo, 7 de junho de 2015

Havana - Onde (não) ficar





Eu fiz nossa reserva de hospedagem em Havana relativamente em cima da hora, com apenas um mês de antecedência. Então, a essa altura, havia diversos hoteis que me interessavam e que já estavam lotados. Da minha listinha sobraram três: o Hotel Nacional, o Iberostar Parque Central e o Meliá Cohiba.

O Iberostar, que na época ocupava o número 1 do Trip Advisor (e continua sendo ;-), estava meio caro pro nosso bolso. Mas era o que eu mais desejava, pois ficava no miolo de Habana Vieja, além de pertencer a uma rede famosa. O Nacional e o Meliá estavam com preços praticamente iguais, mas acabamos optando pelo primeiro por ser mais histórico (o Copacabana Palace de Havana) e por estar mais perto do centro histórico.

Por fora, é com certeza o hotel mais bonito da cidade. Imponente e a cara da riqueza. O lobby e a varanda externa com vista para o mar também eram super bem cuidados. Mas bastava sair do elevador no seu andar que se sentia o cheiro de mofo vindo dos carpetes azuis de muitas décadas atrás (#aalérgica). Sem exageros, eu prendia a respiração a cada vez que passava por ali com medo de ter uma das minhas crises respiratórias.

O quarto era pequeno, com o mesmo carpete velho dos corredores e precisando de remodelação. O cheiro de mofo era bem mais fraco, thank God. Os móveis em madeira antiga e escura eram ok. O banheiro precisava de reformas. E, para piorar, o café da manhã era bem ruim.

Com exceção de um dos gerentes, um senhor muito simpático com quem fizemos "amizade", o staff em geral precisava de treinamento urgente. Falta de presteza, boa vontade, gentileza e por aí vai. Até o concierge, que é pago para ter uma boa interface com o hóspede, era mal humorado e impaciente.

     OBS: Eu entrei no Meliá Cohiba duas vezes para jantar e achei o hotel lindo. Não entrei nos quartos, mas achei o lobby, as áreas comuns, lojas, piscina e restaurantes bem bacanas. É um hotel mais moderno, com tudo muito novo. E ao contrário do que eu imaginava, fica a uma curta distância de carro do Hotel Nacional e também de Habana Vieja.

domingo, 24 de maio de 2015

Havana - Cuba








Nós decidimos ir a Cuba meio que de repente. Não foi nada muito programado ou esperado. Já existia uma vontade grande do Eduardo em conhecer a ilha caribenha, mas a oportunidade surgiu e a gente agarrou.

Compramos passagens para ir à Colômbia e sobraram uns dias porque desistimos de passar por San Andrés (época de chuvas). Como já estávamos " na estrada " pensamos em quais outros lugares poderíamos combinar com Bogotá e Cartagena. Lembramos de Cuba na hora e reservamos nossos tickets Cartagena - Havana - Cartagena pela Copa.









Havana não foi o tipo do lugar que eu gostei já num primeiro momento, como foi com minhas favoritas Pipa (RN), Praga (República Tcheca) ou Cuzco (Peru). O povo aborda o tempo todo, pede coisas ("regalitos" do hotel como papel higiênico e pasta de dentes) e se aproxima mesmo enquanto você está comendo na mesa do restaurante ou super concentrado tirando aquela foto. 








Porém, depois do segundo dia fui entendendo a dinâmica do país e relaxei. Não tem como não admirar o talento do cubano para a música (em todos os bares, restaurantes, nas ruas, há pessoas tocando "de verdade" todos os instrumentos possíveis). Outro detalhe que me chamou a atenção foi a apresentação super caprichada dos pratos mesmo Cuba não sendo destino gastronômico. Amei de paixão o visual de arrancar suspiros lá do alto do Castillo de San Carlos de la Cabana e as praças, cada uma mais linda do que a outra.

Por falar nas praças, elas contrastam bastante com as ruelas decadentes da cidade, já que são incrivelmente bem conservadas e charmosas, com lugares bacanas no entorno para beber um mojito ou tomar um café. Eu gostei demais da Plaza de La Catedral e da Plaza Vieja (lindas!). Outro destaque é a Plaza San Francisco de Assis, que abriga uma igreja e o monastério.  






Plaza de Armas também é interessante, uma espécie de sebo a céu aberto, com várias bancas de livros. Com certeza você vai encontrar por ali um exemplar de O Velho e o Mar (obra de Hemingway escrita quando ele vivia em Cuba). Nessa praça fica o bonito Palacio de Los Capitanes Generales








Grudadinho à Plaza de Armas está Castillo de La Real Fuerza, de onde se pode avistar o Cristo de La Habana, do outro lado do canal.  

Para beber o mojito mais famoso do mundoLa Bodeguita Del Medio, pertinho da Plaza de La Catedral. É um ponto super turístico, animado, com música e gente do mundo todo. E para experimentar o daikiri mais célebre do planeta a dica é o La Floridita, ambiente maior e mais chiquezinho do que o La Bodeguita, e com direito a estátua de Hemingway, que era cliente assíduo. Ambos são paradas obrigatórias!










Capitolio é lindíssimo por fora, me lembrou muito o de Washington DC. Mas infelizmente não estava aberto à visitação. Outra atração bacana é o El Museo Del Ron Havana Club, que explica um pouco o processo de fabricação da bebida. O museu conta com uma loja e quem participa da visita guiada (que dura uns 20 minutos) ganha uma dose de rum.







Habana Vieja (onde fica boa parte das atrações que eu já citei) disputa as atenções com outro bairro, Vedado (onde ficam muitos hoteis). Sinceramente, achei o primeiro bairro muito mais bacana. Se der para se hospedar lá, melhor. Se não, a corrida de taxi é bem rápida. 

O Malecón é o calçadão de Havana. Tem um visual bonito, é importante spot turístico da capital, mas achei meio vazio e ventava bastante em dezembro. Assim, só tiramos algumas fotos e fomos embora. À noite fica mais cheio, com casais de namorados e grupinhos de amigos.





O Museo de la Revolución abriga muitos documentos e conta a história da revolução. O edifício é bonito por fora, mas por dentro está necessitado de reforma. Outro ponto de interesse é a Calle Obispo, rua enorme e movimentada que corta Havana Vieja.





Uma das praças mais famosas de Havana é a Plaza de la Revolución. Ao contrário das citadas anteriormente, não gostei dela, não achei nada bonita, mas é conhecida por ser uma das imagens mais emblemáticas da capital cubana em matérias de revista, televisão, etc. Isso se deve ao Memorial a José Martí e às imagens gigantes de Fidel Castro e Che Guevara





Sobre os táxis, ao contrário da maioria das nossas viagens quando preferimos caminhar, utilizamos muito esse transporte. Não é super barato e não há taxímetro, então SEMPRE combine o valor antes de entrar no carro para evitar aborrecimentos futuros. As corridas nos carros antigos, bem típicos de Cuba, são um pouco mais caras, mas acho que vale muuuuito a pena. Pelo menos 1 ou 2 viagens merecem ser feitas naqueles carrões perdidos no tempo. 

Num próximo post vou falar dos poucos e bons restaurantes que encontrei por Havana, uma capital famosa pela culinária ruim. Também pretendo dar minha dica de onde ficar ou onde não ficar em Havana.


XOXO 

domingo, 3 de maio de 2015

Cartagena - Onde comer

Limonada de coco

Pizzaria Di Silvio 

Crepes & Waffles


Se compararmos a comida de Bogotá com a de Cartagena vamos notar algumas diferenças. Claro que não sou nada entendida no assunto e nem li muito a respeito. Apenas observei que os quilômetros de distância da capital até a linda cidade caribenha trouxeram algumas novidades nos cardápios. A que mais me chamou atenção foi a limonada de coco. Eu sou meio resistente em experimentar coisas novas, mas dei uma chance para essa bebidinha refrescante e nada enjoativa, e simplesmente amei. Então, minha dica é: em Cartagena, não deixe de beber a one and only limonada de coco!


Mini sobremesa no Hard Rock Cafe

La Mulata

Mais limonada de coco



Nossas sugestões de restaurantes:

Quebracho: Parrilla argentina em pleno Caribe Colombiano. Fica cheio de gringos. Dentro da Cidade Murada.

Crepes & Waffles: Clássico em Bogotá e também bastante popular em Cartagena. O ambiente é lindo. Dentro da Cidade Murada.

Juan Del Mar: Fica numa pracinha simpática. Comi atum com batata frita. Dentro da Cidade Murada.

Di Silvio: Pizza muito bem indicada. Barato e bom. Fica em Getsemani.

Hard Rock Café: Fica num ponto bem agitado dentro da Old Town. Segue o padrão internacional da rede. Adoro!

La Mulata: Muito popular. Frequentado por colombianos locais e turistas. Abre para o almoço. Fomos 2 vezes. Barato e bom. Dentro da Cidade Murada.

Juan Valdez: O melhor café do planeta pode ser encontrado em diversas cafeterias pela cidade. Eu fui a 2 diferentes no Centro Histórico. Além da bebida famosa, há doces e bolos deliciosos. E vende ainda diversos pacotes do grão (moído ou não), presentinhos e utensílios para quem gosta de preparar e degustar o café.