sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Pisa





Eu tenho tendência a não gostar muito de fazer bate e volta. Sei lá... Me dá a sensação  de que eu estou indo para o lugar só para poder dizer depois que fui. Aquela correria toda, ficar de olho no relógio, sem falar no cansaço de fazer duas viagens (algumas vezes longas), seja de trem, ônibus ou carro, num mesmo dia. 




Mas a verdade é que existem aquelas cidades onde não faz muito sentido pernoitar, por serem mega pequenas ou por terem poucas atrações para visitar.


Um exemplo perfeito para mim é Pisa, na Itália. Partindo de Roma, basta comprar seu ticket de trem (Trenitalia) na estação Termini e curtir as cerca de 2 horas e meia de viagem olhando a paisagem.


A Torre de Pisa é a grande estrela da cidade. Muito bonita e com uma inclinação bastante intrigante, ela atrai todos os flashes dos turistas que chegam aos montes. Compondo o visual, os não menos belos Duomo de Pisa (a Igreja) e o Batistero.


No entorno da praça onde ficam esses três pontos turísticos, diversos restaurantes, barraquinhas de artesanato e lojinhas vendendo lembranças, gelattos e as deliciosas iguarias italianas (presunto de Parma, focaccias e pastas).


Não deixem de subir ao topo da Torre. Além de ser uma experiência bacana e diferente, considerando obviamente o fato de que ela é inclinada, pode-se conferir a vista lá do alto por alguns minutos.  

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Milford Plaza: Evite-o enquanto a reforma não se concretiza

Em 2009 estive em Nova York pela primeira vez com meu marido. Eu estava muito feliz por comemorar nosso terceiro aniversario de casamento de casamento e a chegada dos meus 30 anos na cidade.

Foi uma viagem cuidadosamente planejada com 5 meses de antecedência. Eu não queria deixar passar nada. Comprei dois guias e pesquisei sobre os shows da Broadway, restaurantes, lojas, bairros, locais para visitar, coisas para fazer. 

O único detalhe ao qual eu não dei muita importância – e isso é coisa do passado, preciso dizer – foi a escolha do hotel. Eu dei uma olhada em alguns citados pela revista Viagem & Turismo, li algumas coisas na internet e acabei optando pelo Milford Plaza, em pleno Theater District, grudado na Times Square.

Nossa escolha se baseou no preço mega convidativo e na dica de um amigo, que tinha se hospedado lá pouco tempo antes. Como é uma pessoa com gosto e expectativas bem parecidas com as minhas, resolvi seguir seu conselho.

E deu super certo! Foi exatamente como ele falou. Um hotelzão enorme, movimentado, muito bem localizado, com quartos simples, porém limpos e totalmente dignos.

Em agosto/setembro de 2011, voltamos a NY após uma oportunidade meio repentina. Embora escolher o hotel tenha se tornado a minha parte favorita na hora de programar uma viagem, decidimos percorrer o caminho mais fácil e fazer uma reserva no Milford mesmo. Preferi dar mais atenção as hospedagens dos outros três lugares que iríamos visitar pela primeira vez nesta viagem.

Aconteceram tantas coisas bizarras na nossa estada, que contando aqui parece piada. Fiz questão de partilhar tudo no Trip Advisor e fiquei contente de receber um retorno da gerente, que em momento algum me atacou ou tentou minimizar. Ela admitiu os problemas, pediu desculpas, se justificou dizendo que as obras da mega reforma estão realmente causando contratempos e falou sobre os altos investimentos para que o Milford volte a ser o hotel bacana de antes.

E eu realmente torço para que isso aconteça, porque potencial ali é o que não falta. Os caras têm localização, tamanho e tradição nas mãos. Há muita coisa a ser feita, mas imagino que num futuro a médio ou longo prazo o Milford volte a ser uma boa opção de hospedagem.  

De qualquer maneira, não posso deixar de dar meu relato.

Preço errado
Já na chegada pedi para confirmar o valor total cobrado e constatei que estava errado. Obviamente que para mais. O pior foi a teimosia e o descaso dos recepcionistas, mesmo eu estando com minha reserva impressa nas mãos. Só conseguimos resolver depois de duas conversas com o gerente da manhã, que me pareceu comprometido e interessado.

Cadê o segurança?
O segurança que em 2009 ficava na entrada dos elevadores checando se quem ia subir era realmente hóspede já não estava mais lá. Como o hotel é gigante, com gente entrando e saindo o tempo todo, acho indispensável esse detalhe, que não é frescura mesmo!

Chuveiro com defeito
Logo no primeiro banho, o chuveiro desligou quando eu estava com minha cabeça cheia de shampoo. Meu marido e eu ‘desenvolvemos’ um jeitinho de fazer funcionar a torneira. Alguns dias depois, qual não foi meu desespero ao ligar o chuveiro e a água sair marrom. Isso mesmo, marrom! O hotel estava em obras e o encanamento, em petição de miséria creio eu.

Sem elevador
Apesar de o hotel ter 8 elevadores, meu andar tinha apenas 4, sendo que somente 2 funcionavam. Num belo dia, nenhum deles parava ali e descobrimos que estavam com defeito. Resultado: tivemos que descer pelas escadas para o andar de baixo para conseguir pegar um elevador.

Quanto capricho!
O lençol que a camareira colocou forrando a cama (não tinha colcha por cima, somente um lençol branco mesmo) estava com um furo bem no meio. Se ainda fosse num cantinho, onde a gente não pudesse ver, vá lá. Deu até vontade de pegar linha e agulha e dar fim aquele relaxamento.

A água acabou
Já quase no final da viagem, eu e meu marido chegamos tarde da noite e nos deparamos com uma cartinha no chão do quarto. Estava escrito que no dia seguinte ficaríamos sem água até um certo horário. Como assim ficar sem tomar banho? Essa foi a gota d’água. Meu marido desceu furioso, usou todo o inglês que tinha e exigiu um novo quarto, onde caísse água normalmente.   

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

MAC – Museu de Arte Contemporânea de Niterói




Meu irmão João que mora em Brasília veio passar uns dias comigo e eu perguntei o que ele gostaria de fazer para se divertir com a irmã mais velha, que tem mais que o dobro de sua idade. Achei muito fofo quando ele respondeu direto e reto, do alto dos seus 14 anos completados recentemente: “quero conhecer o museu”. O museu a que ele referia era o MAC – Museu de Arte Contemporânea de Niterói, obra do genial Oscar Niemeyer e marca registrada da cidade.

Tiramos dezenas de fotos no interior e na parte externa, que por sinal é a coisa mais linda. O moleque achou o MAC o máximo, prestou atenção em cada detalhe, admirou a vista, fez perguntas sobre a história do museu (muitas eu não soube responder...), se impressionou com a quantidade gringos e com o luxo dos edifícios em frente.

A gente sempre fala (e escreve!) sobre as cidades alheias, então de vez em quando vale a pena enaltecer o que nossa própria terra tem de bom. Para quem vem ao Rio de Janeiro a turismo, eu indico uma visita ao MAC e, se der tempo, incluindo um café da manha ou almoço no seu bistrô.   







sábado, 7 de janeiro de 2012

Minha wish list

Em agosto de 2008 pela primeira vez na vida eu fiz uma daquelas famosas listas das coisas a realizar, além de alguns itens que na verdade estão mais para pedidos a Papai do Céu mesmo.

A lista era extensa. Quase uma folha de caderno inteira. Foi feita em pleno mês de agosto. Ou seja, não eram resoluções para o próximo ano, e sim para daquele momento em diante. Tenho ela guardada até hoje para o caso de eu querer incluir alguma novidade ou riscar algo já realizado.

Consegui nesses três anos e meio eliminar algumas coisinhas, como corrigir meus dentes, ver minha irmã casando com um cara legal e aumentar minha fé em Deus. Com relação a lugares para conhecer, vou ser bem sincera, tinha pouca coisa na lista. Embora eu adore viajar, há outros desejos mais urgentes na minha vida como a felicidade no meu casamento, o bem estar da minha família e das pessoas que eu amo.

Mas como sonhar faz bem eu criei agora minha wish list do turismo: 

Fernando de Noronha, Gramado, Lençóis Maranhenses, Praia dos Carneiros, Trancoso, Arraial D’Ajuda (Brasil)

Florença, Cinque Terre, Sardenha (Itália)

Londres (Reino Unido)

Budapeste (Hungria)

Viena e Salzburg (Áustria)

Barcelona (Espanha)

Dublin (Irlanda)

Praga (Republica Checa)

Moscou (Russia)

Jerusalém e Tel Aviv (Israel)

Frankfurt e Berlim (Alemanha)

Bruxelas, Bruges e Gent (Bélgica)

Atenas (Grécia)

Pequim (China)

Auckland (Nova Zelândia)

Bangcok e Phuket (Tailândia)

Honolulu (Havai)

Bahamas (Caribe)

Glaciar Perito Moreno e Ushuaia (Argentina)

Deserto do Atacama e Portillo (Chile)

São Francisco, Aspen, Las Vegas, Napa Valley (EUA)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Washington DC









Desde que eu criei este blog eu estou para escrever sobre Washington DC. Eu postei sobre lugares que visitei bem antes de ir para lá, mas até então nem uma linha sobre a mais poderosa capital do mundo. Meu marido vive me cobrando, dizendo que os leitores que eu nem sei se tenho iriam gostar.

O “bloqueio” tem a ver com um assunto pessoal, que não vou entrar muito em detalhes porque ficar falando de mim nunca foi nem será o objetivo deste humilde bloguito. Foi em Washington DC que eu ouvi pela última vez a voz do meu pai. Só depois de um tempo eu percebi que aquela conversa comigo e depois com meu marido era a maneira dele de se despedir.

Eu me lembro do que ele me disse, a roupa que eu estava usando, o dia da semana, e como era a esquina vazia onde ficava o telefone público. Então, Washington DC me faz recordar o meu pai e sou grata a Deus por ter conseguido falar com ele, mesmo de tão longe e sem por nem um segundo desconfiar que aquele era o fim de uma luta de que já durava mais de um ano. Eu te amo, pai.



Nós fizemos o voo NY-Wahington DC pela companhia low cost JetBlue. Como me excedi um pouquinho nas compras, presentinhos para a família, etc, tive que pagar 100 dólares por excesso de bagagem. As passagens nessas cias são mais baratas, mas a gente não pode carregar muita coisa. Minha dica é dar uma olhada no site antes para saber qual o peso permitido e as penalidades caso este seja excedido.


Eu estou fazendo questão de falar sobre isso porque eu fui pega totalmente desprevenida, não prestei atenção a esse detalhe e me arrependi de ter saído do Brasil com uma mala tão cheia. E ainda poderia ter deixado para comprar algumas coisas nas mesmíssimas lojas em Washington, antes de voltar para casa, pela TAM, com limite de bagagens bem maior.

Já li que muita gente faz um bate e volta NY-Washington, de ônibus, e sou da opinião de que não é o ideal. A capital dos EUA é relativamente pequena, o que não quer dizer que dá para visitar tudo em algumas horas, na maior correria, feito um bando de loucos aflitos.

Compramos pela primeira vez ingressos para aqueles ônibus turísticos de dois andares que trabalham no esquema hip on hip off. E foi muito bom, pois dinamizou nosso tempo e durante um dia inteiro percorremos diferentes pontos da cidade com meio de transporte eficiente e garantido.

 

Adorei conhecer Georgetown, um bairro bonito e charmoso ótimo para quem deseja fazer compras ou comer em um bom restaurante. Lojas como American Eagle Outfitters, Lacoste e Banana Republic estão espalhadas pelas suas ruas floridas.

O Memorial Lincoln foi um dos meus lugares favoritos, devido a grandiosidade dispensada a perfeita homenagem ao icônico presidente Abraham Lincoln. Além da enorme estátua de Lincoln em seu interior, as pilastras conferem beleza arquitetônica ao Memorial. Amei!


O The National Mall é um longo caminho arborizado que leva ao Capitólio e a outros pontos importantes. Por falar no  Capitólio, o local é simplesmente belíssimo! Seja por fora ou por dentro, esse símbolo da nação norte americana arrasa. Adoramos fazer a visita guiada. 



O Memorial Washington é um altíssimo obelisco. O patriotismo ali está num grau máximo, já que bandeira americana é o que não falta.


A Casa Branca foi o lugar que eu mais queria conhecer. Como não dava para entrar, nos juntamos a dezenas de turistas do lado de fora, debaixo de chuva e tiramos muitas fotos. A casa é grande e bonita, mas não chega a ser um palacete ou coisa do tipo. Na ocasião, o presidente Obama estava fora da cidade passando férias com a família. 


No Memorial Jefferson mais pilastras super imponentes e outra imperdível homenagem, dessa vez ao presidente Tomas Jefferson, retratado em uma estátua de bronze.  O tocante Memorial está junto ao lago Tidal Basin.


Uma coisa que me chamou muito a atenção durante minha estada em Washington DC foi a forma que ela dispõe seus principais pontos turísticos. As paisagens se complementam e cada local é parte integrante do todo. Também percebi o quanto o presidente Abrahan Lincoln é respeitado pelo povo americano. Nos museus e passeios que fizemos, aprendi diversas coisas sobre ele e conheci por fora a casa simples para onde Lincoln foi levado logo depois de ser baleado no Teatro Ford, morrendo horas depois.    


Em Washington o turista pode visitar diversos museus e monumentos. A cidade é limpa, bonita, organizada e muito interessante levando-se em conta seu valor histórico e cultural. Vale a pena conhecer!

Onde não ficar:

Fiz uma pesquisa básica de hotéis, li as bem divididas resenhas do Trip Advisor e por causa do preço e localização acabei optando pelo Harrington Hotel. Achei horrendo! Foram 3 noites tomando banho frio (nada deles consertarem), quarto nem um pouco aconchegante e banheiro em péssimo estado.

Fiquei tão traumatizada que hoje em dia minha maior especialidade na hora de organizar uma viagem se tornou escolher o hotel. E olha que com um budget não tão folgado assim essa tarefa fica bem mais complicada. Requer tempo, atenção, paciência e muita disposição!


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Sarah Jessica Parker vezes dois

Depois de colocar meu poder de convencimento em prática consegui arrastar meu marido para assistir aos 2 filmes com minha atriz favorita, Sarah Jessica Parker, em cartaz atualmente nos cinemas: Não Sei Como Ela Consegue e Noite de Ano Novo.

Claro que nenhum dos dois é filme para ganhar Oscar, então já até sei que o cinéfilo mais exigente vai dizer que são horrorosos. Gostei mais do primeiro, achei engraçado, comovente e com elenco muito bom (Pierce Brosnan, Greg Kinnear...). O segundo é uma clichezada só para ser bem sincera, mas foi capaz de me entreter.

Em Não Sei Como Ela Consegue a ruiva voluptuosa Christina Hendricks, do seriado Mad Men, faz a melhor amiga da personagem de Sarah Jessica.

Noite de Ano Novo tem zilhões de atores da “A List” de Hollywood (Jessica Biel, Seth Meyers, Robert De Niro, Halle Berry, Hilary Swank...). Tem também Jon Bon Jovi um tanto canastrão. E eu gosto bastante desse estilo com várias histórias entrelaçadas. A melhor de todas para mim foi a contada por Zac Efron e Michelle Pfeiffer. A pior, disparada, a de Katherine Heigl e Jon Bon Jovi.





sábado, 3 de dezembro de 2011

Adele



Há uns 2 ou 3 anos eu descobri quem era Adele após o produtor Randy Jackson citar o nome da cantora seguidas vezes durante o American Idol. Ela ainda não era famosa por aqui como é hoje.

Eu fiquei viciada em Chasing Pavements e naquela voz perfeita. Pelas letras e estilo das canções achava ela muito madura para a idade e curtia o fato dela ser uma das poucas cantoras de hoje em dia que não canta usando maiôs.

Meu marido – a parte musical do casal – comprou o cd e dvd Adele Live at The Royal Albert Hall, na Fnac e eu super indico porque é maravilhoso mesmo. Além da voz potente e da banda afinada, Adele aparece interagindo com o público, homenageia outra inglesa notável, Amy Winehouse, e ainda faz uma declaração de amor a sua melhor amiga, sentada na platéia. O vestido preto que ela usa é uma graça, sem falar no cabelo e os cílios postiços de boneca. 

Lindo demais.